Quinta, 14 Novembro 2019 00:00

O FILME "O LEGADO DE UMA CRUZ" É RODADO EM PIACATUBA

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Baseado nas pesquisas históricas do pesquisador e historiador Plínio Alvin, foi gravado no dia 06 de novembro, em Piacatuba, o filme " O Legado de uma Cruz".
O filme é dirigido pelo diretor e ator Carlos Sérgio Bittencourt, que também atua ao lado da atriz Carol Abritta, retrata a história do surgimento dos primeiros povos da pequena Piacatuba, Distrito de Leopoldina (MG) e conta a história da "Lenda da Cruz Queimada".
Conforme relatos do historiador, "cumprindo uma promessa à Nossa Senhora da Piedade, o Capitão Domingos de Oliveira Alves doou uma porção de terras onde deveria ser instalada uma povoação que receberia o nome daquela padroeira. Para demarcar a área ele mandou erguer uma cruz de madeira-de-lei – "tapinoã". Entretanto, outro fazendeiro reivindicava a posse daquela terra. Gerou-se, então, o conflito que deu origem ao conhecido episódio da CRUZ QUEIMADA que, de acordo com a crônica oral popular, teria sido profanada, resistindo às escavações, aos machados e ao fogo, e que vem sendo cultuada através das gerações".

O símbolo maior do Cristianismo, a Cruz, resistiu às chamas sendo então reverenciada pelos fiéis. Segundo as pesquisas de Plínio Alvin, "em 1857 iniciou a construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade. O acontecimento da Cruz Queimada de N. Sra. da Piedade foi - e ainda é - tão marcante na história de Piacatuba que, em 1910, o Coronel Joaquim Fajardo de Mello Campos(* ) resolveu reunir fundos para erguer uma capela para abrigar a Cruz. Com seu falecimento, sua viúva, Guilhermina Balbina Henriques Soares Fajardo e seus filhos, cumprindo seus desejos, foram os maiores benfeitores da Torre da Cruz Queimada, cuja “pedra fundamental” foi lançada em 30 de outubro de 1910 e cujas obras estiveram paralisadas por muitos anos. A construção foi retomada em 1924, sob a direção Pe. Raymundo Nonato F. de Araújo e terminadas em 30 de abril de 1928. No dia 3 de maio de 1928, a Torre da Cruz Queimada foi inaugurada com grandiosa festa que durou três dias e que, por tradição, vem se repetindo, anualmente, até hoje".

(*) Plínio Alvin Fajardo é historiador e bisneto de Joaquim Fajardo de Melo Campos e de Guilhermina Balbina Henrique Soares Fajardo.

(Texto: Sônia Carvalho, adaptado de texto original de Plínio Alvin Fajardo/ Fotos: Tribuna Leopodinense e Plínio Alvin Fajardo)

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Plínio Alvim e sua esposa Alzira Fajardo posam ao lado da netinha nº 1, a pequena grande Laura.
Plínio Alvin é pesquisador e historiador e bisneto de Joaquim Fajardo de Melo Campos e Guilhermina Balbina Henrique Soares Fajardo

 

Informações adicionais

  • Cidade: Além Paraíba - MG

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