Segunda, 23 Fevereiro 2015 00:00

Carnaval das escolas e blocos mais uma vez gera polêmicas Destaque

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A falha da sonorização no Carnaval 2015

A Prefeitura de Além Paraíba realizou, em janeiro, processo licitatório para contratação de diversos serviços para o Carnaval 2015. A licitação foi na modalidade Pregão Presencial e foram definidas as empresas para prestar serviços de sonorização e iluminação de palco, sonorização da Avenida, sonorização do Carnaval de Fernando Lobo e Angustura, locução, locação de equipamentos como grades de segurança e tendas, trios elétricos, serviços de segurança para manter a ordem e serviço de manutenção de rede elétrica com acompanhamento de técnico plantonista.
Ganhou a licitação de todos os itens envolvendo sonorização (e também trio elétrico) a empresa HLO— que segundo informações não oficiais é ligada aos empresários Guto Lopes e Miguel . A HLO, por sua vez, terceirizou o som da empresa Quartz, de propriedade de Paulinho do Som. Ambas empresas são muito conhecidas e respeitadas por promover, há anos, exposições agropecuárias na região, como a exposição de Santo Antônio de Aventureiro.
Segundo informações da Secretaria de Cultura, o som contratado nesse ano pra o carnaval “foi um dos melhores dos últimos anos”, totalmente digitalizado, com 16 torres e vários processadores. Com a forte chuva que caiu sobre Além Paraíba na seunda-feira de carnaval, houve um problema no transformador, e foram acionados os técnicos da empresa Energisa, que solucionaram o problema em 40 minutos. Porém, como era um equipamento todo digital, a reprogramação para a volta do som levaria de 3 a 4 horas. Devido à demora foi feito uma proposta perante aos dirigentes das agremiações Santa Rosa, Goiabal e Cutuca: que mudassem o desfile para a terça-feira, mas os mesmos não aceitaram. Então, foi colocado, como apoio, o som de um trio elétrico— o que gerou muito bate-boca na avenida e críticas violentas contra as empresas e a Prefeitura nas redes sociais da Internet. Segundo informações da Secretaria de Cultura, “até o meio dos desfiles já havia 70% do som regularizado”.
A HLO—que vencera a licitação por R$ 175.000,00—não recebeu nenhuma penalidade pelos problemas ocorridos com a sonorização dos desfiles dos blocos e escolas de samba, pois no contrato firmado com a PMAP, em uma das cláusulas, já havia uma prévia de não penalidade, em caso específico de catástrofe natural— que foi o que ocorreu na segunda-feira de carnaval, quando queimou um transformador por conta dos raios.

 

FALTOU ARQUIBANCADA MAS HAVIA JURADOS PAGOS


Muitas críticas foram feitas ao carnaval 2015, sendo a principal delas a falta de arquibancadas na Ilha do Lazareto e também quanto à sujeira dos banheiros no Espaço Comunitário, sendo que estava sendo cobrada a entrada de R$1,00 para acesso aos sanitários. Outra grande reclamação foi a inexistência de troféus para premiar as agremiações vencedoras do carnaval, já que houve uma equipe de jurados, vindos de fora, pagos para fazer o julgamento dos quesitos apresentados na avenida.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, a PMAP, para conter despesas, de fato optou por não contratar arquibancadas, sendo que em todos os anos a renda das mesmas— bem como dos camarotes— é destinada à Liga das Escolas e Blocos, atualmente presidida por Rosemary Fernandes, a Merinha. Foi Merinha quem não abriu mão da contratação dos jurados, assumindo para a Liga tal compromisso, desde que a Prefeitura repassasse as barracas da Ilha para a entidade as comercializar, bem como os banheiros. Também teria ficado por conta de Merinha e da Liga a compra dos troféus e, se houve a falta de tal prêmio, “deve ser cobrado à Liga e não à Prefeitura”. O mesmo se pode dizer com relação à sujeira nos banheiros, já que quem tomou conta dos sanitários naquele período foi a Liga.


Seguranças extrapolaram

Outro alvo de crítica por parte da população no carnaval foi a truculência dos seguranças da empresa HV Sintelman Locação de Serviços, que venceu a licitação da Prefeitura de Além Paraíba para prestar os serviços de segurança privada nos eventos carnavalescos pelo valor de R$24.400,00.
Segundo reclamações amplamente divulgadas pelo Facebook por pessoas que estiveram presentes nos blocos e no baile do sereno, os seguranças estavam sendo muito agressivos com os foliões. Um dos casos acabou virando ocorrência policial e processo contra a empresa. Dois rapazes, de conhecidas famílias de Além Paraíba, foram espancados violentamente quando tentavam conduzir até em casa um amigo embriagado. Os seguranças, achando que era uma briga, espancou os dois jovens a ponto deles terem ido parar no hospital. Um deles chegou a postar sua foto, com cabeça e corpo enfaixados e fez um desabafo contra a truculência. A pedido do jovem— que está processando seus agressores— o JORNAL AGORA não irá reproduzir a foto.

Informações adicionais

  • Cidade: Além Paraíba - MG
Última modificação em Segunda, 23 Março 2015 19:21

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