Sábado, 24 Janeiro 2015 00:00

Demissionários e demitidos provocam mudanças gerais no alto escalão do governo Fernando Lúcio

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Época de paz. Fernando Lúcio e seus secretários Ricardo e Maralene (à direita), no dia da posse do governo, em janeiro de 2013. Época de paz. Fernando Lúcio e seus secretários Ricardo e Maralene (à direita), no dia da posse do governo, em janeiro de 2013. Arquivo Jornal Agora

Na tarde do dia 17 de dezembro, em uma decisão que surpreendeu os funcionários dos setores envolvidos e também aos demais funcionários da Prefeitura de Além Paraíba, a então Secretária de Administração, Maralene Junqueira, reuniu os funcionários de sua secretaria e anunciou que estava pedindo exoneração de suas funções. Junto com Maralene, também pediram exoneração o Secretário de Finanças, Ricardo Alexandre Rocha; a chefe da Controladoria, Fernanda Rocha da Silva; e a chefe do Departamento de Administração, Maria da Conceição Alexandre Cerdeira— funcionária aposentada da Prefeitura, que voltou à ativa para atuar no governo Fernando Lúcio. Cleiton Tavares (filho do vereador “Betão”) outro funcionário do alto escalão (estando apenas abaixo do Secretário da pasta), que ocupava o cargo de assessor setorial, também anunciou a sua demissão em solidariedade aos colegas. De fato, ele, que é funcionário concursado, deixou o cargo comissionado, mas, de uma forma diferente, voltou à paz com o governo municipal ao receber o convite— tendo aceito de imediato— para ser o Secretário Municipal de Finanças no lugar de Ricardo Alexandre Rocha. Tal posicionamento acabou rendendo muitas críticas ao funcionário. Para substituir Cleiton Tavares na chefia da contabilidade foi indicada a funcionária Alba Madureira Diogo Andrade. Ricardo Alexandre Rocha, que por anos atuou nas Finanças da PMAP, acabou transferido para a Secretaria de Educação.
A “debandada” geral no alto escalão do governo municipal teria se dado por divergências internas entre os funcionários demissionários e o Secretário de Justiça, Bruno Barros. O que a princípio era uma incompatibilidade de gênios acabou se transformando em animosidade, a ponto da então Secretária de Administração e o genro do prefeito e Secretário de Justiça terem deixado de se falar, nem ao menos se cumprimentando dentro dos padrões da civilidade.
Logo após a saída de Maralene Junqueira, assumiu a Secretaria de Administração o advogado Bruno Barros, Secretário de Justiça. O genro do prefeito passou a acumular a titularidade de duas pastas, recebendo, entretanto, o salário referente a apenas uma função. Há rumores de que Maralene, a ex-Secretária, que se encontra de férias depois que entregou o cargo, deverá ser transferida pela Administração Municipal para uma outra Secretaria.
A ex-Controladora Fernanda Rocha da Silva também já está fora da sede da PMAP. Ela, que como Maralene é funcionária concursada, agora está atuando na área de saúde. Para seu lugar, o prefeito Fernando Lúcio convidou a ex-chefe do Controle Interno do governo Wolney Freitas, Christiane Perácio.
Poucos dias após os pedidos de demissão da equipe de comando das finanças e administração municipal, foi a vez de Fernando Lúcio se ver com outro desfalque no seu grupo de apoio: o Secretário Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Pablo Borges, entregou, no início de janeiro, o seu pedido de exoneração. Pablo alegou que vinha se sentindo desprestigiado pelo companheiro Fernando— com quem cerrou fileiras na época da eleição, sendo um dos cabeças da campanha da coligação que elegeu “o professor”. Desde o ano passado, com a justificativa de “diminuir gastos com folha de pagamento”, o prefeito queria rebaixar a pasta ocupada por Pablo para “Subsecretaria”, sendo que o salário de R$ 6.000,00 mensais cairia para cerca de R$ 4.200,00.
—Não foi pelo dinheiro— assegurou Pablo à reportagem do JORNAL AGORA. Minha saída se dá pela indiferença da administração municipal mediante o sério trabalho que eu vinha desenvolvendo junto à Secretaria. Estou saindo também pelo desprestígio à minha pessoa. Rebaixar o meu cargo não resolverá os problemas financeiros da Prefeitura e ainda me deixa desmoralizado diante das pessoas que me conhecem e que confiam em mim. Tenho pretensões políticas futuras. Submeter-me a essa quase humilhação pública é não reconhecer a importância do grupo político do qual faço parte (ele é ligado ao PT) no contexto municipal— desabafou. Pablo, agora, retomou a sua empresa de representação de vendas e decidiu que vai se recandidatar à presidência do Esporte Clube Independente.
No lugar de Pablo Borges assumiu Rogério Lobo, que agora acumula duas secretarias: “Desenvolvimento” e também Cultura, Esporte, Lazer e Turismo”.
O governo municipal entrou em 2015 acatando pedidos de demissões, mas também demitindo— sempre em nome da adequação da folha de pagamento. Foram dispensados vários contratados e detentores de cargos comissionados. Entre os casos mais conhecidos, figurou a extinção da Assessoria de Imprensa, que funcionava de maneira informal (já que esta função não existe oficialmente) através do trabalho de dois conhecidos profissionais da área de comunicação: Renato Machareth e Carlos Roberto “Banjo”. Ambos não tiveram seus contratos renovados. Para “cuidar da imagem do governo municipal”, Fernando Lúcio Donzeles chamou o seu particular amigo de longas datas, Geraldo Lúcio Vanini— fundador do JORNAL AGORA ao lado de Paulo Roberto “Xaxá”. Vanini, empresário do ramo gráfico, já reside em Três Rios há quase 30 anos e está se aposentando. Na Prefeitura, ninguém confirma que ele ocupa a Assessoria de Imprensa, até porque esse cargo não existe oficialmente. Também não há qualquer confirmação de que ele tenha qualquer tipo de contrato ou cargo comissionado: “Vanini é um colaborador”— resume Juliana Donzeles, filha do prefeito que, por sua vez, também vem, desde meados do ano passado, doando boa parte do seu tempo como braço direito do pai, a título de colaboração.
Entre os que saíram, mas estão de volta ao governo municipal, os casos de maior repercussão são o de Arnaldo Januário Júlio, o “Nato” e ainda José Jacinto Teixeira, o famoso “Zé Teixeira”, conforme anunciou na semana que passou o vereador e jornalista Dauro Machado, em seu blog “Madame Víbora”, destilando o seu habitual veneno: “O puxa-saco está de volta”.

 


Fernando Lúcio e seus poderosos secretários de Governo- Bruno Barros e Rogério Lobo, ambos acumulando a titularidade de duas secretarias cada um.

 
Geraldo Lúcio Vanini veio de Três Rios e substitui Renato Machareth na Assessoria de Comunicação.


Sentindo-se desprestigiado, Pablo Borges foi o terceiro Secretário de Governo a pedir para sair. Sua pasta agora está sob o comando de Rogério Lobo.


Cleiton Tavares entregou seu cargo em solidariedade aos colegas, mas foi convidado, e aceitou, ser o novo Secretário Municipal de Finanças.


Informações adicionais

  • Cidade: Além Paraíba - MG

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