Quinta, 09 Fevereiro 2017 00:00

Delegado confirma: casal agia em conjunto na prática de pedofilia

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Nesta casa do Jardim Paraíso foi preso o homem acusado de pedofilia. No local, a polícia encontrou indícios que os atos libidinosos com as crianças aconteciam dentro da residência. Nesta casa do Jardim Paraíso foi preso o homem acusado de pedofilia. No local, a polícia encontrou indícios que os atos libidinosos com as crianças aconteciam dentro da residência. Agora Jornais


Na tarde desta quinta-feira, 9 de fevereiro, a reportagem do Jornal AGORA entrou em contato com o Delegado de Polícia de Além Paraíba, Dr. Marcos Vignolo Alves, a fim de oficializar à população as informações que estão sendo compartilhadas na Internet sobre a prisão de um casal acusado de pedofilia em Além Paraíba, conforme também já noticiado, anteriormente, pelo site do AGORA.
O delegado de polícia confirmou a prisão do cidadão conhecido por Valmir e sua ex-companheira, de nome Islene. Ele, residente no Jardim Paraíso; ela, atualmente residindo na Jaqueira.

O casal, segundo informações de populares, estaria separado já alguns meses, após um desentendimento que o homem teve com a filha da ex-mulher, A.P. M. C. S.. A jovem enteada resolveu, então, denunciar o ex-padrasto por abuso sexual. E a denúncia acabou por atingir sua própria mãe no decorrer das investigações policiais.
Valmir e Islene estão detidos na cadeia pública local, desde a última terça-feira, sob a grave acusação de praticarem atos de pedofilia, inclusive de estupro consumado contra menores de idade, alunos da Escola Municipal Jardim Paraíso, situada no bairro do mesmo nome, em Além Paraíba.
Segundo informou o Delegado Dr. Marcos, a denúncia que desencadeou a investigação policial partiu de uma das vítimas— hoje maior de idade— que denunciou o aposentado Valmir pelo crime de estupro, quando a mesma tinha a idade de 9 anos, vindo o mesmo a repetir o ato no ano 2016. Em depoimento no cartório da 28ª Delegacia de Polícia de Além Paraíba, a jovem relacionou nomes de outras crianças que também tinham sido vítimas dos envolvidos no caso de pedofilia que está chocando a população de Além Paraíba.

As investigações foram iniciadas, no mês de dezembro de 2016. Concluindo o inquérito, um mês e meio depois— neste início do mês de fevereiro— o Delegado de Polícia Marcos Vignolo Alves representou na Justiça pelos Mandados de Busca e Apreensão e Prisão Preventiva do casal envolvido nas denúncias apuradas . Na última terça-feira, as prisões foram efetuadas. Valmir, 64 anos, atualmente dono de um bar conhecido por "Recanto da Uva" na rua do Centro Espírita Alan Kardec, no Jardim Paraíso, foi preso em sua própria casa. No local, a polícia encontrou diversos DVDs com filmes pornográficos e também bichinhos de pelúcia. Já Islene, que não estava mais residindo em companhia de Valmir depois do desentendimento que ele teve com a filha (autora da denúncia), foi presa no bairro Jaqueira. Funcionária da Prefeitura Municipal de Além Paraíba, Islene havia pedido transferência para a Escola Fausto Gonzaga, onde já estava atuando no serviço de limpeza desde 25 de janeiro deste ano. Como as aulas somente retornaram no dia 6 de fevereiro e a acusada foi presa no dia 7, não houve tempo para contato com crianças daquela escola.
Segundo afirma o delegado Marcos Vignolo, no período em que viveram maritalmente, Valmir e Islene eram mesmo “comparsas e agiam juntos para aliciar menores para praticarem atos libidinosos tipificados como estupro de vulnerável, Artigo 217-A do Código Penal”.
Conforme nota distribuída à imprensa pela Autoridade Policial, o que mais chamou a atenção no decorrer das investigações foi o "modus operandi" que os autores usavam para praticar o crime: "A nocividade da conduta de ambos é de tal magnitude que se aproveitavam do fato da mulher ser funcionária de uma escola da rede de ensino municipal, tendo, assim, contato direto com diversas crianças que nela confiavam”. Desta maneira, ainda de acordo com as investigações da polícia civil, a merendeira da escola convidava as meninas para irem até sua residência “e lá as convencia de manterem relações sexuais com seu esposo, e, algumas vezes, participava do ato libidinoso".
As quatro vítimas do casal, com idades entre 9 e 12 anos na data dos atos de pedofilia, foram ouvidas no cartório da Delegacia, acompanhadas por seus pais e também por um representante do Conselho Tutelar. Elas relataram à polícia que, após a consumação do ato, Valmir e Islene as ameaçavam dizendo que "se contassem o que havia ocorrido, eles iriam falar para os pais das vítimas que elas é que os procuravam para manterem relações sexuais".
O Delegado Dr. Marcos, diante das narrativas das vítimas nos depoimentos prestados no cartório, do laudo pericial de transcrição de áudios e do relatório de investigação, representou pela prisão preventiva dos acusados. O procedimento foi encaminhado ao Fórum Nélson Hungria, na Comarca de Além Paraíba e a Justiça acatou, expedindo os Mandados de Prisão e de Busca e Apreensão em desfavor do casal. Valmir e Islene encontram-se detidos na Cadeia Pública de Além Paraíba, onde estão à disposição da Justiça.

NOTA DA REDAÇÃO: o JORNAL AGORA não teve acesso aos depoimentos do casal, tampouco conseguiu informações a respeito dos advogados que farão a defesa dos acusados, a fim de que lhes seja dado o direito ao contraditório. 

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Foto do blog Adenilson Mendes cedida ao Jornal AGORA pela policia Civil.

 

Informações adicionais

  • Cidade: Além Paraíba - MG
Última modificação em Quinta, 16 Fevereiro 2017 21:35

2 comentários

  • Link do comentário Carlos Alberto vieira Sexta, 10 Fevereiro 2017 15:18 postado por Carlos Alberto vieira

    Que eles paguem, pela montruosidade que foram capaz de fazer, acho que esse casa a tona, surgirão outros e que sejam punidos

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  • Link do comentário Iliane Martins Gallo Sexta, 10 Fevereiro 2017 08:35 postado por Iliane Martins Gallo

    Cadeia neles!!!

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