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“O Exército sempre foi o sonho dele, assistia essas propagandas de convocações para o serviço militar com os olhinhos arregalados. Eu só quero justiça pelo meu filho, para que nenhuma mãe passe pelo que eu passei. Eles [o Exército] torturaram e mataram o Dudu”.
O desabafo que abre esta reportagem é da professora mineira Conceição Barbosa Torres da Costa, que viu o filho Eduardo Barbosa Torres da Costa, de 23 anos, entrar em depressão, ser espancado e torturado na carreira militar. Ao BHAZ, a mãe do sargento Costa, o Dudu, pede que os culpados sejam punidos exemplarmente.
A família é de Além Paraíba, na Zona da Mata, mas mora em Juiz de Fora, na mesma região. Além de Eduardo, Conceição e o marido têm outros dois filhos, um outro de 23 anos e um de 13. “A nossa vida era complicada, a gente sem emprego, meus filhos passaram uma infância difícil. Às vezes não tínhamos pão para dar, eles tinham que merendar na escola mais de uma vez. Me doía não poder dar o que comer”, conta a mulher.
A mãe da vítima lembra que o filho sempre foi muito inteligente. “Ele decidiu realizar o sonho de entrar para o Exército, mesmo estudando em colégio público, que não era muito bom. Em 60 mil candidatos, ele passou na posição 214, em 2016. Além de realizar o sonho, ele também queria uma forma de conseguir um dinheiro rápido para nos ajudar em casa. Como a nota dele foi alta, ele conseguiu fazer o básico no quartel de Juiz de Fora”, relata.
O jovem formou no básico em 2018 e decidiu tentar ser paraquedista, no Rio de Janeiro. “Ele fez o teste e passou, estava muito animado com tudo. Ele chegou no curso, alugou um apartamento para dividir. Um amigo contou para ele sobre as dificuldades do Exército, em relação a hierarquia. Ele me contou que quem usava o coturno preto era humilhado, só marrom era bom. O amigo contou que sempre era humilhado pelos colegas, o que sensibilizou o Eduardo”.

 

exército.pngConceição Barbosa Torres da Costa/Arquivo pessoal

 

Primeiro trauma

Em um dia de sol forte no Rio de Janeiro, os militares se exercitavam correndo, de farda, em uma pista, por volta das 11h. “O amigo dele não aguentou, caiu muito cansado e meu filho parou para ajudá-lo. O superior dele já ficou com raiva, disse que deveria ter deixado ele lá. Os outros militares começaram a ridicularizar o Dudu, falaram que ele era um fraco, viado, bicha. E esse amigo morreu três dias depois, por conta do esforço extremo”.

Eduardo sempre contava tudo que ocorria para a mãe, já que eram grandes amigos. Em janeiro de 2019, ele disse que estava com a perna ruim, e se desligou do curso de paraquedista. “Achei ele meio triste, diferente, mas achei que era por conta do desligamento mesmo. Depois disso, ele precisou se apresentar novamente ao Exército, e foi enviado para Joinville (SC). Ele foi servir na Infantaria e lá que as coisas pioraram muito”, desabafa Conceição.

Depressão aumentou
“O quadro de depressão foi aumentando. Ninguém falava com ele, não tratavam ele bem. Um dia ele me ligou e disse: ‘Mãe, eu estou ficando deprimido, estou pensando cada coisa ruim’. Meu coração apertou na hora, perguntei se ele queria que eu fosse pra lá, mas ele achou melhor não. Disse para ele ir ao médico do quartel, explicar o que estava sentindo”, continua a mãe de Eduardo.

O filho seguiu o conselho da mãe, procurou o médico e contou tudo. “Ele me disse que o médico ouviu tudo, foi bem solícito e orientou sobre o que fazer. Mas, no dia seguinte, o quartel inteiro sabia do que ele tinha conversado com o médico. Falaram que ele era gay, que estava sofrendo por um rapaz, que ele tinha um caso. As coisas só pioravam”, continua Conceição.

 

 

 

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Conceição Barbosa Torres da Costa/Arquivo pessoal

 


Família consegue psiquiatra
Sem auxílio dentro do Exército, a família resolveu procurar um médico indicado por conhecidos, que atua com jovens militares. O psiquiatra Bruno Cruz explica que o primeiro contato com Eduardo foi em agosto de 2019.

“Ele foi diagnosticado com transtorno de estresse pós-traumático ou de adaptação. Muito se deu ao fato da revivência do trauma, da intensidade que ele vivenciava aquela situação, as questões da lembrança à medida que ele via algo referente ao Exército”, explica o médico ao BHAZ.

Logo na primeira consulta, pelo estado do paciente, o médico já pediu um afastamento de 40 dias. “Ele foi trazido ao consultório, foi feito o diagnóstico que era muito óbvio, que ele não poderia ter contato com o ambiente militar, o trauma dele era vinculado a essa circunstância. Na minha experiência com o ambiente militar, e com outros jovens que sofreram questões semelhantes, me dizia isso muito claro. Pedimos o afastamento, que não foi cumprido. A consequência foi a morte dele”, relata o médico.

 

laudo-1.jpgConceição Barbosa Torres da Costa/Arquivo pessoal



Mais humilhações
Segundo a mãe de Dudu, o pedido de afastamento também previa a suspensão do porte de arma, mas somente o segundo item foi cumprido. “Ele continuou trabalhando, mas agora sem a arma, o que aumentou ainda mais a humilhação sofrida por ele. Eles [oficiais do Exército] acharam que ele estava fingindo, fazendo corpo mole”, relata Conceição.

Eduardo tomava remédios controlados, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor. “No dia 7 de junho ele tentou suicídio dentro do quartel. Nos laudos falaram que ele não poderia ficar em ambiente militar, por conta do estresse pós-traumático. Isso já tinha sido diagnosticado uma vez, e depois novamente pelo Dr. Bruno, mas novamente não fomos atendidos”, continua a mãe de Eduardo.

 

 

5079882e-f045-4e5b-bd18-7e85bf561ee1.jpgConceição Barbosa Torres da Costa/Arquivo pessoal

 

 


Surto e prisão em Juiz de Fora
No dia 31 de dezembro, Eduardo teve um surto. “Ele saiu correndo pelas ruas de Juiz de Fora, se jogando nas frentes dos carros. A polícia interveio, prendeu meu filho e bateu muito nele. Quando chegamos na delegacia, já tinha um coronel do Exército lá. Meu filho estava batendo a cabeça na parede, muito descontrolado. Eu peguei e deitei ele no meu colo, para se acalmar um pouco”, conta Conceição.

Eduardo conversou com a mãe e disse que não queria sair da delegacia algemado. “Ele virou e falou comigo: ‘Mãe, não sou bandido’. Eu disse que ele iria para o hospital, para se cuidar. Ele havia se acalmado. Mas aí o coronel apareceu e começou a agredir meu filho verbalmente, falou que ele era um lixo para o Exército. Eles se atracaram, bateram muito no meu filho, na minha frente. Deram voz de prisão para meu filho, meu marido e meu outro filho. O Eduardo desmaiou, ninguém fez nada”, desabafa.

Para o psiquiatra que o acompanhava, Eduardo teve um quadro de ansiedade muito intenso, que desencadeou o surto. “Ele pode ter tido uma revivência do trauma. Com isso, ele teve uma atitude mais agressiva, que culminou no ocorrido e na prisão dele”, explica Bruno Cruz.

Conceição filmou o momento em que o filho foi preso. “Falaram que quando chegasse no quartel, iriam ‘moer’ ele. Já cheguei filmando, gritando, xinguei tudo que pude”, lembra a mãe de Eduardo.


Em uma audiência de custódia, no mesmo dia, ficou definido que o jovem não poderia deixar Juiz de Fora. Contudo, o Exército teria levado Eduardo, sem permissão, para o HCE (Hospital Central do Exército), no Rio de Janeiro. “Ele ficou preso, algemado em uma cama, durante quatro dias. Só tiravam a algema para ele tomar banho e fazer suas necessidades. Ele acabou perdendo a sensibilidade de uma das mãos”, conta.

O advogado José Carlos Stephan, especialista em direito militar há 29 anos, que atendeu Eduardo desde agosto, diz que participou da audiência de custódia. “Informei em ata ao juiz que ele não poderia ser entregue ao Exército e muito menos voltar ao Rio de Janeiro, pois ele poderia tentar novamente contra a própria vida e morrer”, explica.

“Não foi me dado ouvido e ele foi conduzido ao hospital de Juiz de Fora, onde a gente esperava que fosse feito o tratamento. No meio do caminho, sem autorização judicial, sem informar a família, sem notificar a mãe, sem me informar, já que sou o procurador, o levaram para o HCE, no Rio de Janeiro. Lá ele ficou isolado, não se sabe o tipo de tratamento que teve, provavelmente nenhum. Aí aconteceu a morte dele”, relata Stephan.

De acordo com a mãe de Eduardo, o psiquiatra Bruno Cruz teria advertido que Eduardo precisava ser internado. “Mas ele não foi. Colocaram meu filho em uma prisão dentro do Exército, não colocaram na ala psiquiátrica. Era uma prisão, dentro de uma cela olhando para o teto. Não estava tomando a medicação correta”, continua.

 

exercito.pngConceição Barbosa Torres da Costa/Arquivo pessoal

 

O jovem ficou no local até o dia 30 de janeiro deste ano, quando a família foi informada da morte, por suicídio. A família contesta a versão do Exército. “Não tinha nada dentro daquele quarto que ele pudesse usar para se matar. Só entregaram o corpo quase três dias depois. Meu filho estava todo maquiado, conseguimos ver um corte na sobrancelha. Eles mataram meu filho dentro do exército, eu afirmo isso. A ditadura existe ainda dentro dos quartéis”, relata.

Para a mãe que perdeu o filho, o sentimento é de ódio. “Muita revolta. Eu quero que eles sejam punidos. A polícia do Exército espancou, torturou meu filho. Quero vingança, quero justiça. Eu preciso mostrar isso para as outras famílias. Eu não tenho medo, não tenho mais nada a perder. Ficam rondando a porta da minha casa, um carro com insulfilme. Sei que são eles, mas não vou desistir de ter justiça”.

Pedro Henrique, filho de Conceição, que também tem 23 anos, entrou para o Exército por incentivo do irmão. “Eu temo muito por ele. O Pedro fala que quer honrar o irmão, que vai ser sargento por ele. Só tememos pela vida dos meus dois filhos. Comigo e com o meu marido pode acontecer qualquer coisa”, completa.

Violência física e psicológica
O psiquiatra explica que, durante a passagem de Eduardo pelo Exército, ele sofria muita violência psicológica. “Também tinha a violência física dele contra si, uma auto-agressividade. Ele sofria muito com a culpa que ele tinha de que não conseguir servir aquilo que ele sempre amou. Ele vivia sonhando com o Exército. Foi uma decepção daquilo que ele desejou e, de repente, se transformou no abismo da vida dele”, lembra.

De acordo com o médico, a doença do jovem era mais grave que a depressão em si. “Tem uma característica e reversibilidade pior que a depressão. É uma doença muito difícil de tratar que, infelizmente, tem crescido no Brasil pela questão da violência”, relata.

Para o médico, o termo que devemos tratar é a psicofobia. “Se ele estivesse com a perna quebrada, ninguém questionaria nada, ninguém pensaria que ele estava tentando enganar ou levar vantagem de alguma forma. A impressão que fica é que em todo momento ele foi questionado a esse respeito, como se ele tivesse querendo tirar vantagem. Isso é muito frequente nas doenças mentais, precisamos quebrar o preconceito em relação a isso. A família dele aceitou e acolheu bem, mas o ambiente profissional falhou muito”, completa.



Medidas judiciais
De acordo com o advogado José Carlos Stephan, serão três ações judiciais. “A primeira é por crime militar, na Justiça militar, pois entendo que aconteceu abuso de autoridade e crime de maus-tratos. Outra ação será na Justiça comum, pois entendo que o judiciário também errou por entregar ele de volta aos militares. A última na Justiça federal, referente ao próprio falecimento e interrompimento da carreira dele, com indenização da família, pensão e etc”, conta.

“Temos a documentação referente a isso tudo, os laudos médicos dizendo que ele não deveria ir de forma alguma para o Rio de Janeiro. Ele não poderia sair de perto da família, pois poderia causar a morte dele. E, ainda assim, o quartel sabendo dessa recomendação, que eu enviei, que estava nos autos, ignorou por conta própria. Não sei qual foi o oficial que determinou isso”, continua o defensor.

Para o advogado, o suicídio de Eduardo é colocado, agora, “entre aspas” e passa a ser duvidoso. “Tudo foi bem dito e tenho um ofício em mãos que o quartel diz que o HCE seria o local que ele seria melhor atendido, que estaria protegido e bem cuidado, o que não foi verdade. Entendo que existem crimes militares, que serão apurados. Acho que foi uma covardia o que foi feito, essa morte poderia ter sido evitada. Houve um total descaso e despreparo da administração militar”, completa.

Procurado pelo BHAZ, o Exército informou, por meio de nota (leia abaixo na íntegra), que foi “instaurado Inquérito Policial Militar (IPM), a fim de se apurar o fato ocorrido no interior do Hospital Central do Exército”. Além disso, a instituição se limitou a dizer que “lamenta a morte do militar e está prestando toda a assistência necessária à família”.

Nota do Exército
“A Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Leste (CML) informa que foi instaurado Inquérito Policial Militar (IPM), a fim de se apurar o fato ocorrido no interior do Hospital Central do Exército.

O CML lamenta a morte do militar e está prestando toda a assistência necessária à família.

Cabe reiterar que o Exército Brasileiro não compactua com qualquer tipo de irregularidade, repudiando veementemente atitudes e comportamentos em conflito com a lei, com os valores militares ou com a ética castrense”.

 

(FONTE: bhaz.com.br)

No início do primeiro dia de 2020, a polícia militar de Além Paraíba-MG foi acionada via 190, onde segundo denúncias, no bairro Terra do Santo, precisamente na Rua 7, teria ocorrido uma briga entre moradores, e como resultado desta briga, um homem teria sido vítima de golpe de faca, parecendo já estar sem vida.
Segundo o que consta no Boletim da PM, ao chegar no local apontado pela denuncia, foi constatado pelos policiais o ocorrido, diante da cena de um homem caído próximo à um veículo, bastante ensanguentado, sendo confirmado pela equipe de socorristas do SAMU que a vítima teria chegado a óbito por golpe de instrumento corte contuso na altura do peito.

Segundo o relato de uma testemunha aos policiais militares, todos estavam numa comemoração de passagem de ano no bairro Terra do Santo Rua 07 de Setembro, quando um indivíduo de nome Anderson (apelido Budi), se desentendeu com o autor (Anderson Júnior), iniciando ali um atrito verbal, o qual foi contornado pelos familiares.

Quando tudo parecia estar resolvido, e Anderson (Budi) resolveu se retirar do local, o autor (Anderson Júnior, 22 anos de idade) resolveu segui-lo, estando de posse de uma faca, momento em que parte da família da vítima se deslocou atrás do autor, buscando defender Anderson (Budi) de um possível ataque.
Ao se aproximarem do autor, foram atacados pelo mesmo, a golpes de faca, sendo que o primeiro a ser atingido foi a vítima fatal, Vítor Ferreira Martins, 20 anos (foto abaixo) e em seguida seu irmão (menor de idade, 17 anos) que, ao defender o irmão, acabou sendo atingido nas costas (foi socorrido ao Hospital Local) a outra vítima foi a irmã de Vitor, atingida de raspão na altura do braço esquerdo.
As vítimas relataram que logo após o ataque, o autor ainda com a faca usada, evadiu tomando rumo ao bairro Goiabal.
Com as vítimas socorridas ao hospital São Salvador, iniciou-se pelas guarnições intenso rastreamento no intuito de localizar o autor porém sem êxito. Foi acionada a perícia técnica da cidade de Leopoldina-MG, a qual compareceu na pessoa do Perito Marcelo Valverde, o qual realizou os trabalhos de praxe, liberando o corpo para funerária Plan Minas a fim de ser encaminhado ao IML da cidade de Leopoldina.
Informações da PM de Além Paraíba-MG.  (FONTE: Reportagem Blog do Adenilson Mendes)

O Além Paraíba Tênis Clube foi condenado a indenizar uma vizinha do estabelecimento em R$ 6 mil, por danos morais. A decisão é da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que manteve sentença da Comarca de Além Paraíba.
A mulher narrou nos autos que, como vizinha de fundos do clube, vinha sofrendo com a poluição sonora em razão das frequentes festas, com emissão de som em volume insuportável.
Outro problema, de acordo com a mulher, era a presença de fumaça, possivelmente de churrasco, que causava mal a sua família, especialmente a seu filho. Alegou que não suportava mais ter de se valer da Polícia Militar para colocar fim ao problema.
Na Justiça, pediu para ser indenizada por danos morais. Pediu também a limitação das atividades realizadas nos fundos do estabelecimento e a proibição de realização de eventos ou de exploração nociva da propriedade naquele local.
Em sua defesa, o Além Paraíba alegou que os fatos narrados haviam ocorrido fora do horário normal de funcionamento do clube, no espaço onde ficam os quiosques. Disse que a área era alugada a terceiros ou emprestada aos associados, inexistindo ingerência de sua parte.
Entre outros pontos, o clube afirmou ainda que o som não havia sido medido por meio de equipamento registrado no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e que as narrativas contidas nos boletins de ocorrência eram unilaterais.
Sustentou também que a casa da mulher situava-se no primeiro pavimento, no mesmo nível do piso do clube, não se podendo dizer que a fumaça da churrasqueira entrasse no imóvel dela. E que os imóveis eram geminados, com paredes duplas os separando, sendo impossível a propagação de sons altos.
Em primeira instância, o clube foi condenado a pagar à vizinha R$ 6 mil por danos morais. Em relação aos pedidos de limitação de atividades nos fundos do clube, a ação foi julgada extinta.
Diante da sentença, o clube recorreu, reiterando suas alegações. E pediu ainda a redução do dano moral, se mantida a condenação.

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A DEFESA DO ALÉM PARAÍBA TÊNIS CLUBE RESPONDE AO JORNAL AGORA


A reportagem do JORNAL AGORA entrou em contato com a defesa do Além Paraíba Tênis Clube. O advogado Marcelo Vinhosa informou a respeito da decisão que a mesma ainda cabe recurso. Destacou o advogado que O APTC respeita as decisões judiciais, mas que irá analisar a questão e deve recorrer sendo que se o processo chegar a trânsito julgado, a sentença será cumprida.
“A decisão aparentemente se mostra equivocada e cria um precedente horrível para o convívio social em Além Paraíba, pois qualquer barulho que seja sem medição e qualquer fumaça de churrasco será ato ilícito e indenizável”-opinou o Dr. Marcelo Vinhosa.

O Além Paraíba Tênis Clube foi condenado a indenizar uma vizinha do estabelecimento em R$ 6 mil, por danos morais. A decisão é da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que manteve sentença da Comarca de Além Paraíba.
A mulher narrou nos autos que, como vizinha de fundos do clube, vinha sofrendo com a poluição sonora em razão das frequentes festas, com emissão de som em volume insuportável.
Outro problema, de acordo com a mulher, era a presença de fumaça, possivelmente de churrasco, que causava mal a sua família, especialmente a seu filho. Alegou que não suportava mais ter de se valer da Polícia Militar para colocar fim ao problema.
Na Justiça, pediu para ser indenizada por danos morais. Pediu também a limitação das atividades realizadas nos fundos do estabelecimento e a proibição de realização de eventos ou de exploração nociva da propriedade naquele local.
Em sua defesa, o Além Paraíba alegou que os fatos narrados haviam ocorrido fora do horário normal de funcionamento do clube, no espaço onde ficam os quiosques. Disse que a área era alugada a terceiros ou emprestada aos associados, inexistindo ingerência de sua parte.
Entre outros pontos, o clube afirmou ainda que o som não havia sido medido por meio de equipamento registrado no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e que as narrativas contidas nos boletins de ocorrência eram unilaterais.
Sustentou também que a casa da mulher situava-se no primeiro pavimento, no mesmo nível do piso do clube, não se podendo dizer que a fumaça da churrasqueira entrasse no imóvel dela. E que os imóveis eram geminados, com paredes duplas os separando, sendo impossível a propagação de sons altos.
Em primeira instância, o clube foi condenado a pagar à vizinha R$ 6 mil por danos morais. Em relação aos pedidos de limitação de atividades nos fundos do clube, a ação foi julgada extinta.
Diante da sentença, o clube recorreu, reiterando suas alegações. E pediu ainda a redução do dano moral, se mantida a condenação.

Ofensa ao sossego

O relator, desembargador Domingos Coelho, observou que “os direitos de vizinhança constituem normas de conduta criadas com o intuito de preservar a paz social, procurando atingir situações como o mau uso da propriedade”.
Havendo ofensa ao sossego, “que pode ser traduzida por ruídos excessivos que tiram a tranquilidade de habitantes de prédios contíguos, devem ser impostas certas limitações para que o direito de um proprietário não se sobreponha ao de outro que com ele confronta”, ressaltou.
O desembargador observou haver inúmeros boletins de ocorrência lavrados a pedido da autora da ação, em função das perturbações que vinham clube.
As partes celebraram acordo, com a intermediação do Ministério Público, para que o clube se comprometesse a aumentar o muro divisório entre os imóveis e colocasse isolamento acústico, suspendendo a utilização da churrasqueira, afirmou o relator.
Entre outras provas, citou termo de declarações prestadas à Promotoria de Justiça da comarca, indicando que eram realizadas festas no clube quase todos os fins de semana, até a madrugada.
Para o desembargador, apesar de não ter sido realizada perícia técnica para a medição dos sons e ruídos, era incontroverso que o réu havia promovido sua atividade empresarial “ultrapassando os limites da boa convivência e perturbando a paz da coletividade durante o período noturno, destinado ao descanso”.
Ainda que os eventos fossem realizados no local por terceiros, o desembargador ressaltou que, ao celebrar locação comercial de parte de sua propriedade para eventos, o clube era responsável pelas condutas ali praticadas.
O relator verificou ainda que as diligências de autoridades policiais, ao elaborar os boletins de ocorrência, haviam constatado a veracidade dos fatos, registrando que o som estava alto e que os organizadores das festas se prontificaram a baixar o volume.
“Dessa forma, verificando que os dissabores e a perturbação experimentados, em decorrência das atividades empresariais do apelante, extrapolam a condição de situação corriqueira e de mero dissabor, cabível a imposição da indenização”, ressaltou o relator.
Julgando adequado o valor fixado para o dano moral, o relator manteve a sentença, sendo seguido pelos desembargadores José Flávio de Almeida e Juliana Campos Horta. (Assessoria de Comunicação Institucional - Ascom Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG)


O JORNAL AGORA FEZ CONTATO TELEFÔNICO COM O ALÉM PARAÍBA TÊNIS CLUBE E DEIXA UM ESPAÇO PARA QUE OS RESPONSÁVEIS ESCLAREÇAM MAIORES DETALHES.

A página do Facebook do JORNAL 8, da cidade de Quissamã, estado do Rio de Janeiro, mesorregião do Norte Fluminense, publicou na manhã de hoje, 17 de outubro, que uma quadrilha foi em flagrante quando extraía petróleo no município de Quissamã. Dentre as pessoas pegas, duas pessoas são de Além Paraíba, é uma cidade da zona da mata de Minas Gerais, e não do Sul Fluminense, como informou o JORNAL 8.

Segue, na integra, a matéria publicada pelo JORNAL 8, da cidade de Quissamã

Uma operação da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal resultou na prisão de 11 envolvidos, e apreensão de três carretas e mais uma pick-up Amarok, por furto ao gasoduto. A quadrilha foi pega em flagrante quando extraía petróleo no município de Quissamã, na região da comunidade de Machadinha e São Miguel, na manhã desta quinta-feira (17). Pelo menos dois dos integrantes são da própria cidade. O caso está registrado na 130ª Delegacia Legal de Quissamã, onde os presos ainda estão sendo identificados e qualificados por seus crimes. Os motoristas das carretas seriam da cidade de Além Paraíba, no Sul-Fluminense. Na caminhonete utilizada em apoio, policiais encontraram ferramentas utilizadas para a prática do crime. Tudo foi levado para a delegacia. Uma das carretas estaria ainda vazia, as outras duas, segundo informações de um dos motoristas detidos, transportaria cerca de 40 mil litros de petróleo para o refino. A Polícia Civil ainda ouvirá cada envolvido. Eles precisam explicar onde seria a refinaria em que o produto roubado seria destinado. A ocorrência deve desencadear uma série de investigações a respeito de roubo de petróleo, que precisa de uma rede clandestina para funcionar. A ocorrência ainda está em andamento. Atualizaremos detalhes em breve.
ENTENDA COMO ELES ATUAM
Em meio a fazendas e estradas de terra desertas, os criminosos abrem buracos no terreno até encontrar os dutos, enterrados a quase 2 metros de profundidade e dão início a uma operação arriscada. Eles perfuram dutos de alta pressão e conseguem desviar o combustível até um caminhão-tanque. O método é chamado de trepanação. Essa trepanação é feita com uma válvula específica para conter a pressão. E contendo a pressão é possível retirar o combustível de uma forma que ele possa encher o caminhão. A partir daí os criminosos levam o material para uma refinaria.
(FONTE:JORNAL 8)

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Os Policiais, o representante da Guarda Municipal e o representante da refinaria de Quissamã!

Um homem morreu e quatro pessoas ficaram feridas em um acidente na rodovia BR-116, em Leopoldina-MG, na manhã de quarta-feira, 25 de setembro, próximo da Bica D'água. O Doblô seguia sentido Além Paraíba com um ocupante e o Gol sentido Leopoldina com quatro pessoas da mesma família, Igor Adriano de Carvalho, Dona Juraci, Maria Andrelina e José Adriano – mais conhecido como Zezinho – moradores do bairro Boiadeiro, em Além Paraíba. Chovia na hora do acidente e as causas do acidente serão investigadas pela Polícia Rodoviária Federal. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, um VW/Gol, de Além Paraíba-MG e um Fiat Doblô, de Juiz de Fora-MG, colidiram na altura do Km 781. Militares do Corpo de Bombeiros de Leopoldina e três equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) socorreram as vítimas. José Adriano de Carvalho 67 anos (apelido zezinho), não sobreviveu aos ferimentos e morreu no local. Um dos ocupantes do Gol ficou preso nas ferragens e precisou ser retirado com a utilização de um desencarcerador pelos bombeiros Sargento Ferrari, Soldado Lucas e o Soldado Pereira. A Perícia Técnica da Polícia Civil foi acionada e compareceu ao local através do perito Marcelo Valverde. A pista precisou ser interditada para o resgate das vítimas que foram encaminhadas ao Pronto-Socorro Municipal da Casa de Caridade Leopoldinense para atendimento médico. Os policiais rodoviários federais Marcelo de Medeiros e Júlio Simbra adotaram as medidas de segurança na pista e registraram a ocorrência. (Fonte: Jornal O Vigilante Online)

O alemparaibano André Rodrigues (jacaré), de 24 anos, foi morto na noite de ontem, segunda-feira, 05 de agosto com um tiro na cabeça. O crime aconteceu no bairro “Morada do Sol” na cidade de Três Rios/RJ.
A notícia foi publicada na página do "Cobrador TR" , no Facebook. Segundo a nota divulgada, o jovem morava a pouco tempo em Três Rios, era casado e sua esposa estava esperando um filho. Em Além Paraíba, o Jovem tem seus familiares no bairro Campo Alegre e trabalhou como mecânico de automóvel em uma oficina em Jamapará, Distrito da cidade de Sapucaia. A motivação do crime e os detalhes do funeral ainda não foram divulgados.
(Da redação, com informações do Blog Adenilson Mendes e facebook Cobrador TR)

 

 

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Na manhã desta segunda-feira, 29 de julho, moradores do Bairro da Saude, acionaram a Policia Militar após avisarem algo estranho dentro do Rio Paraiba do Sul. Bombeiros chegaram à pouco ao local e constataram ser o corpo de um homem. Ainda não se sabe o motivo. Mais informações a qualquer momento aqui no site do JORNAL AGORA.

 

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Na manhã de sábado, 20 de agosto, a Guarnição munida da informação que no local é realizado tráfico de drogas, no bairro Jardim Paraíso e Santa Marta II, realizando monitoramento de outras datas juntamente com informações que foram passados para a Policia Militar. No sábado durante observação foi constatado um indivíduo adentrando no matagal. Guarnição foi no encalço, porém o indivíduo evadiu tomando rumo ignorado. Em buscas por aproximadamente 1 hora pelo local, utilizando bastões de madeira entre a mata, encontramos um invólucro contendo pinos vazios. Foi feita uma busca em uma área de aproximadamente 500 metros à frente e durante as buscas foram encontradas dois pinos pretos caídos ao chão, uma mochila e um isqueiro mais a frente próximos a dois pés de maconha. Seguimos em rastreio e entre um bananal no meio da mata logramos êxito em encontrar enterradas três sacolas contendo os materiais descritos abaixo:

Cocaína:

1985 pinos de R$ 5,00
707 pinos de R$ 15,00
374 pinos de R$ 30,00

Total : 3068 pinos


Maconha:
857 buchas de R$ 5,00
126 barrinhas de R$25,00
65 kits (barrinha + seda) R$ 50,00
25 barrinhas de hidropônica R$25,00

Total: 1073

Rádio comunicador.
2 pés de maconha em vasos.
Esqueiro, material para dolagem, 1 pote de pó Royal e 265 pinos vazios de tamanhos variados.

 

A mega operação foi composta pelo Sargento Rafael, Cabo Leonardo, Soldado Elpes e na SOF - Sala de Operação e Fração, a Sargento Nathália. 

(Matéria atualizada)

 

 

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A Prefeitura Municipal de Além Paraíba vai lançar nos próximos dias o programa “Além Mais Segura”. O objetivo será promover a segurança através do monitoramento das entradas e saídas de Além Paraíba, além das vias com grande fluxo de veículos e pontos estratégicos. No total serão instaladas 18 câmeras FULL HD. O funcionamento será integrado entre a Guarda Municipal, Polícia Civil e Polícia Militar. A instalação dos pontos de monitoramento será iniciada na próxima semana: até o final deste mês a primeira parte do projeto será finalizada com a instalação dos pontos de monitoramento nos 16 locais definidos a partir de estatísticas criminais. O investimento inicial previsto para a Prefeitura é de somente 16 pontos de internet. As câmeras, manutenções e toda infraestrutura necessária para tal funcionamento serão doadas pela a empresa SUMICITY – Provedor de internet. (Carlos Roberto “Banjo” – rádio 102,7)           

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