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Brasileira lidera pesquisa que pode reverter paraplegia

Substância desenvolvida por cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro apresenta resultados promissores e reacende esperança em pacientes com lesão medular

Redação
Por: Redação
24/02/2026 às 14h12 Atualizada em 03/03/2026 às 16h10
Brasileira lidera pesquisa que pode reverter paraplegia

A bióloga Tatiana Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vem ganhando destaque nacional e internacional por seu trabalho com a polilaminina, substância experimental que pode revolucionar o tratamento de lesões na medula espinhal e devolver movimentos a pessoas com paraplegia ou tetraplegia. 

A pesquisa de Tatiana começou há quase três décadas no Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ, onde ela coordena estudos sobre regeneração neural. A polilaminina é uma forma sintética de laminina — proteína fundamental na regeneração de neurônios — e tem mostrado resultados promissores na recuperação neurológica de pacientes com lesões completas na medula. 

Os primeiros dados clínicos indicam que, em oito pacientes tratados, seis tiveram melhora significativa na escala de recuperação neurológica, com alguns casos mostrando reconexão de movimentos que antes pareciam impossíveis. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou recentemente o início de testes clínicos com a substância para avaliar sua segurança e eficácia em contextos médicos mais amplos.

Apesar dos avanços, a própria pesquisadora evita falar em “cura imediata”, ressaltando que os resultados ainda são preliminares e que é necessário cautela científica até que estudos mais amplos confirmem a eficácia do tratamento. 

A polilaminina chegou a ter pedidos de patentes registrados internacionalmente, mas acabou perdendo proteção em outras regiões por falta de manutenção financeira na fase de registros externos — um problema apontado por Sampaio como consequência de cortes de verbas em pesquisa. Mesmo assim, isso não afetou a continuidade das pesquisas no Brasil. 

O impacto do trabalho de Tatiana tem repercutido além dos laboratórios: parlamentares na Câmara dos Deputados apresentaram um voto de louvor à cientista em reconhecimento ao avanço na regeneração da medula, destacando a importância da pesquisa para milhares de brasileiros que vivem com lesões medulares.

Especialistas veem a polilaminina como uma das apostas mais inovadoras da ciência brasileira na medicina regenerativa e um possível divisor de águas no tratamento de paraplegia e tetraplegia — ainda que o caminho até uma aplicação clínica segura e difundida seja longo. 

A comunidade científica segue acompanhando com expectativa os próximos resultados dos ensaios e a evolução dessa pesquisa que coloca o Brasil em destaque no cenário internacional de biomedicina.  

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