
O Tribunal do Júri da Comarca de Além Paraíba condenou, na última quarta-feira, 08 de abril, o réu Fábio Antônio pelo homicídio de Paulo César Ferreira Venâncio, de 61 anos, conhecido popularmente como “César Rolinha”. A sessão ocorreu no Salão do Júri do Fórum Nelson Hungria e foi presidida pelo juiz de direito Dr. Leonardo Curty Bergamini.
Após os debates entre acusação e defesa e a votação secreta dos jurados, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelo crime. Ao final do julgamento, foi fixada a pena de 6 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto.
O caso teve grande repercussão na cidade, especialmente por envolver dois moradores conhecidos do bairro Boiadeiro e pelo histórico da vítima no meio carnavalesco local.
Sessão do Tribunal do Júri
A sessão de julgamento teve início às 9h da manhã e contou com a presença do Ministério Público e da equipe de defesa do acusado. Durante o processo, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do próprio réu.
Nos debates em plenário, o Ministério Público sustentou a condenação por homicídio qualificado, destacando as circunstâncias do crime e a idade da vítima. A defesa, por sua vez, apresentou a tese de legítima defesa, além de outras hipóteses subsidiárias. Após as manifestações das partes e as réplicas e tréplicas, os jurados se reuniram em sala secreta para deliberar sobre os quesitos apresentados.
Concluída a votação, o juiz-presidente proferiu a sentença em público, encerrando a sessão por volta das 17h30.
Relembre o caso
O crime ocorreu na noite de 23 de maio de 2020, em um bar localizado na Rua Josefina Matilde Catarina, no bairro Boiadeiro. A vítima, Paulo César Ferreira Venâncio, o “César Rolinha”, morreu após ser atingida por golpes de uma ferramenta conhecida como “pé de cabra”.
Segundo constava nos altos, César e Fábio Antônio, conhecido como “Fabinho”, estavam no local ingerindo bebidas alcoólicas quando iniciaram uma discussão motivada por um desentendimento considerado banal.
Figura conhecida na cidade
A vítima era bastante conhecida em Além Paraíba. César Rolinha trabalhou como segurança patrimonial na antiga agência do INSS e também teve forte ligação com o carnaval da cidade.
Ele foi diretor de harmonia da Escola de Samba Unidos Três Corações, tradicional agremiação carnavalesca do município, sendo lembrado por integrantes e amigos como uma figura atuante e apaixonada pela escola.
Com a decisão do Tribunal do Júri, o caso — que se arrastava judicialmente desde 2020 — chega a uma conclusão judicial, após quase seis anos do crime que marcou profundamente a comunidade do bairro Boiadeiro.