Cotidiano

Cotidiano (723)

Sensível às dificuldades deste período de pandemia que as instituições de saúde estão enfrentando em adquirir máscaras e protetores faciais para os profissionais da saúde e para contribuir com este momento, a Energisa Minas Gerais, em parceria com o CEFET-MG, produziu 500 protetores faciais para serem doados para instituições de saúde em Minas Gerais e de Nova Friburgo.

Esses protetores foram fabricados com insumos doados pela Energisa em impressoras 3Ds que compõem os laboratórios onde são desenvolvidos pela empresa e o CEFET dois relevantes projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para o setor elétrico. Toda a execução do trabalho foi coordenada de forma voluntária pelos professores da instituição.

A Casa de Caridade Leopoldinense foi a primeira a receber os 50 protetores faciais, no mês de abril. Já no dia 18 de maio, foi a vez da Prefeitura Municipal de Leopoldina receber 50 protetores faciais, para serem utilizados pelos profissionais da barreira sanitária.


Prefeitura Municipal de Leopoldina

Nesta terça-feira, 02 de junho, a Energisa concluiu a entrega dos demais 350 protetores às instituições beneficiadas: Hospital São Paulo de Muriaé, Hospital São Sebastião de Recreio, Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Recreio (Acrap), Hospital Santa Isabel de Ubá, Hospital Olyntho Almada de Astolfo Dutra, Hospital São Salvador de Além Paraíba, Hospital de Cataguases e o Hospital Cesar Leite de Manhuaçu. Os outros 50, foram entregues ao Hospital Raul Sertã em Nova Friburgo.

Hospital São Paulo de Muriaé

“Essa doação é muito importante para o atendimento aos pacientes com Covid-19. Agradecemos à Energisa por colaborar com os nossos profissionais que estão na luta no dia a dia”, disse o provedor do Hospital São Paulo de Muriaé, Edivar Pereira de Almeida. O provedor do Hospital São Sebastião de Recreio, Luiz Ronaldo Pinheiro dos Santos, também agradeceu: “essa parceria da Energisa é fundamental. Esses protetores são de extrema valia nesse momento em que enfrentamos essa pandemia”, comentou. “Nós do Hospital São Salvador também agradecemos essa doação dos protetores faciais que serão de extrema importância na assistência da nossa população”, disse a administradora do Hospital São Salvador em Além Paraíba Bethânia Reis Gracioli.


Hospital Olyntho Almada de Astolfo Dutra

O coordenador da Acrap Danilo Francisco da Silva também ressaltou a importância da doação dos protetores para a associação: “Para nós, esses equipamentos são caros e não poderíamos adquirir ao mesmo tempo que não podemos parar com nosso trabalho, que é considerado essencial. Então temos que buscar alternativas para continuar trabalhando e vocês atenderam ao nosso pedido. Temos muito que agradecer à Energisa”, disse.

“Estamos conscientes da gravidade do que está acontecendo no mundo neste momento e esta parceria está permitindo contribuir com a proteção dos profissionais que estão na linha de frente, devido ao alto grau de disseminação do coronavírus”, comentou o diretor Técnico e Comercial da Energisa Nova Friburgo, Fernando Costalonga.


Hospital César Leite Manhuaçu


Hospital de Cataguases

 

Hospital São Sebastião de Recreio

Hospital Santa Isabel Ubá


Hospital São Salvador de Além Paraíba

Movimento Energia do Bem

O Grupo Energisa criou o Energia do Bem para viabilizar ações emergenciais que ajudem a superar a crise humanitária provocada pela doença. Trata-se de uma rede de atuação orgânica, que já reúne 13 parceiros, envolvidos em iniciativas que incluem obras elétricas em unidades públicas de saúde e captação de recursos para assistência a idosos. Também foi criado o portal Energia do Bem, com informações confiáveis sobre a doença e conteúdo para reduzir os impactos do isolamento social.

O Grupo Energisa investirá R$ 5 milhões no movimento em todos os estados onde atua. Os recursos serão aplicados em diversas frentes mapeadas junto ao poder público local. Em Minas Gerais e Nova Friburgo, também estão previstas a doação de máscaras faciais para profissionais da área de saúde e divulgação de dicas de saúde e prevenção do contágio nos municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da nossa área de concessão.

Entre os parceiros envolvidos no movimento estão Confederação Nacional da Indústria (CNI), IEL – Instituto Euvaldo Lodi, Sesi/Senai e Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata (MG) e Evoé. A Unesco fará uma curadoria de conteúdos educativos para o portal.

 

 

Já se passaram mais de oitenta dias de quarentena decretada no município de Volta Grande e em toda região por conta da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus no mundo.
O município de Volta Grande (MG), que tem pouco mais de 7 mil habitantes, é o único nesta região mineiro-fluminense que não confirmou nenhum caso de Covid-19.
A reportagem do Jornal AGORA fez contato ontem, 03 de maio, com a Secretária Municipal de Saúde, Cleide Silva, que confirmou a contagem zerada de casos na cidade. Cleide informou também que há casos suspeitos com sintomas gripais que estão sendo monitorados, mas que a Secretaria de Saúde vem tomando algumas providências juntamente com o gestor municipal, o prefeito Sr. Jorge.
Desde que foi decretada a quarentena, algumas ações foram empreendidas pela Prefeitura, como higienização das ruas, implantação de barreira sanitária, distribuição gratuita de máscaras para a população e orientações de conscientização sobre as medidas tomadas pelo município.
Volta Grande vem trabalhando com um comitê de enfrentamento ao coronavírus. Os membros do comitê reúnem-se semanalmente para discutir assuntos de acordo com o desenvolvimento e evolução do quadro e traçar estratégias e deliberações, que são analisadas e executadas.
O comércio local continua funcionando apenas com as atividades essenciais, sem previsão para o funcionamento por flexibilidade.
De acordo com último boletim epidemiológico, emitido no dia 02 de junho, o município de Volta Grande tem apenas 26 casos suspeitos de coronavírus e nenhuma confirmação até presente momento.
A Secretária de Saúde, Cleide Silva, acredita que o município esteja bem-sucedido nesse aspecto "por conta da conscientização da população voltagrandense, que tem acatado, em sua maioria, às orientações das autoridades sanitárias. Ela finaliza a com a frase: “A população de Volta Grande tem sido muito recíproca a tudo.”

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Durante todo o dia de hoje, 2 de junho, circulou em grupos de WhatsApp que o vereador de Além Paraíba (MG), Rodrigo França, estaria em isolamento domiciliar com os sintomas do novo coronavírus. A suspeita ainda nao foi confirmada por exames, mas o vereador está mesmo isolado em sua residência, na Ilha Recreio, com sua esposa, Aline Torres, e os filhos. Ontem à noite, 1 de junho, falamos com o vereador por mensagem e ele estava apresentando resfriado e febril, fazendo uso de dipirona. A suspeita é mesmo de Covid-19 devido aos sintomas, que ainda incluem: falta de paladar e olfato.
A esposa de Rodrigo, Aline Torres, também está com alguns sintomas parecidos.
Eles já receberam uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde para coleta do material para testagem e, devido à forte síndrome gripal, também foram notificados e receberam as recomendações necessárias com os cuidados e com a higienização.
A família aguarda os resultados dos exames feitos para coronavírus. A recomendação é que todos da casa fiquem em isolamento absoluto durante todo o período exigido pelas autoridades sanitárias.

 

 

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A Prefeitura Municipal de Sapucaia, através de suas secretarias, segue trabalhando no combate e prevenção da Covid-19. Na última quarta-feira, dia 27 de maio, a equipe realizou trabalho de limpeza e desinfecção de ruas em Anta, 2° distrito de Sapucaia.

 

Fonte: Site Sapucaia

 

 

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O Prefeito Municipal de Carmo, Cesar Ladeira, anunciou hoje, por volta das 13 horas, que a partir da próxima segunda-feira, 01 de junho, o comércio da cidade será flexibilizado. Após muitas reuniões, o prefeito e toda sua equipe, na tentativa de uma manutenção de emprego e renda da cidade optaram pela flexibilização consciente.
O prefeito César faz um apelo aos comerciantes, que só atendam o cliente se o mesmo estiver fazendo o uso de máscara, e não deixar aglomeração. Ele ainda reforça o pedido de ajuda a todos os comerciantes, para que eles sejam os grandes educadores neste momento.
Ao final do vídeo, César Ladeira, deixa um recado para toda população de Carmo: “Se você não precisa, então fique em casa. Só saia se realmente for de importância necessidade e use a máscara”carmorj.jpg

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A obra da nova sede do Fórum Nelson Hungria começou a ser construída na Ilha do Lazareto. A obra está sendo custeada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. A nova sede será localizada ao lado do Terminal Rodoviário e terá espaço para as Secretarias (Varas), Gabinetes, Salas de Administração, OAB, Assistencia Social, Arquivo, entre outras. O atual Fórum Nelson Hungria, na Praça Coronel Breves é um prédio antigo, construído nos anos 50. A atual sede do Poder Judiciário já passou por várias reformas mas com a grande procura dos cidadãos à Justiça tornou-se pequena e não adequada às necessidades da Justiça. A nova Sede deve ficar pronta em 18 meses e seu projeto prevê inclusive acessibilidade e mobilidade para pessoas com dificuldade de locomoção.


Prédio atual pode passar para o Município


Existe a esperança inclusive manifestada pelo Prefeito Miguel Belmiro de Souza Júnior que a antiga sede do Fórum Nelson Hungria que faz divisa por uma parede com a Prefeitura Municipal venha a ser doado para o Município. Caso tal situação se concretize, a Prefeitura poderá ampliar as dependências de sua Sede em São José. A possível doação não é de todo impossível já que foi o Município de Além Paraíba, através de Projeto de Lei do Prefeito Miguel Belmiro de Souza Júnior que doou o terrenos para que o Tribunal de Justiça construísse sua nova sede.


Fonte: Site Jornal A Gazeta

 

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Por volta das 07:40 do dia 27 de maio, quarta-feira, o Posto Avançado de Além Paraíba do CBMMG foi acionado pelo pelotão de Leopoldina para dar apoio aos bombeiros do estado do Rio de Janeiro, onde houve um acidente envolvendo uma carreta que fazia transporte de GLP. Contudo, a carreta se encontrava vazia.
Segundo informações colhidas no local, a carreta veio a se desgovernar nas proximidades do km 13 sentido Além Paraíba/ Teresópolis RJ . A equipe BM auxíliou a retirada da vítima das ferragens.

Fonte: Informações: Chefe da Guarnição BM PA AP -Sgt Germano.

 

 

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A Prefeitura de Além Paraíba, através da Secretaria Municipal de Saúde, tem divulgado diariamente o Boletim Epidemiológico com os dados sobre suspeitas e confirmações de ocorrências do novo coronavírus no município. Apesar do avanço crescente do vírus em cidades da região, em Além Paraíba, o número de confirmações ainda é baixo em termos oficiais, já que o município não está testando todos os casos suspeitos, que apresentem síndrome gripal. Dessa forma, há muitas subnotificações, com os suspeitos e seus contatos mantidos em isolamento.
Nesta quarta-feira, 27 de maio, o boletim da Secretaria Municipal de Saúde registrou 320 notificados, com apenas 40 pessoas testadas e confirmadas desde o início da pandemia do novo coronavírus. Também já são dois óbitos confirmados e, neste dia 27 de maio, mais uma morte entra em investigação.
Mesmo diante desse quadro, um dado positivo tem sido o resultado no tratamento da Covid-19 no único hospital do município, o Hospital São Salvador. Já são 26 pacientes tratados, recuperados e com alta médica no HSS.
Segundo informações do site do jornal A Gazeta, os pacientes acometidos pela Covid-19 no hospital de Além Paraíba estão sendo assistidos pelo provedor da instituição, o pneumologista e intensivista Dr. Rafael Gracioli e sua equipe. O especialista adotou um protocolo de tratar os infectados pelo novo coronavírus "com todas as medicações indicadas, inclusive com anti-trombolíticos, já que segundo ele, a Covid-19 tem como grave consequência a formação de trombos sanguíneos que podem ser fatais". Ainda conforme a matéria do site de A Gazeta, "antibióticos, medicamentos e tratamentos recomendados estão disponíveis aos pacientes. O Hospital também adquiriu kits de exames sanguíneos para detectar previamente o agravamento da doença e a formação de trombos antes da manifestação clínica". A polêmica Hidroxicloroquina também está sendo usada, segundo destaca A Gazeta, bem como "a Azitromicina, corticóides de última geração e outros medicamentos para suporte à vida".
O Hospital também já está ampliando os seus leitos de UTI, que eram apenas cinco, para dez leitos. O HSS está à espera da Prefeitura Municipal de Além Paraíba concretizar a promessa de lhe destinar aparelhos respiradores, já que existem apenas cinco à disposição dos pacientes. A Prefeitura já obteve autorização da Câmara Municipal para contrair um empréstimo de R$650 mil, para adquirir tais equipamentos. Ainda não se sabe qual o prazo para que a Administração Municipal resolva essa importante questão.
O novo coronavírus é uma doença grave, devendo a população fazer a sua parte, evitando aglomerações, mantendo cuidados de higiene (lavar as mãos e uso de álcool gel), além do frequente uso de máscaras.
O Hospital São Salvador pede que, em casos de sintomas de febre, perda de olfato e paladar, mal estar geral, tosse (com ou sem falta de ar), que as pessoas procurem auxílio médico o quanto antes. "Quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhores são as chances de cura"- destaca o pneumologista Dr. Rafael Gracioli.

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Nessa semana, a editora do Jornal AGORA, Marilia Rosestolato Muniz, e o repórter Thiago Filgueiras, entrevistaram a gerente da Associação Comercial e Industrial de Além Paraíba, Alina Gomes. A entrevista, via Whatsapp, foi intermediada pela assessora de comunicação da ACE AP, jornalista Amanda Silveira.

A motivação desta entrevista foi esclarecer à população em geral sobre as ações da Associação Comercial no período de enfrentamento do novo coronavírus, já que a quarentena impôs o fechamento de maior parte do comércio, refletindo negativamente nas vendas e, consequentemente, gerando uma crise econômico-financeira no meio empresarial.


A longa, porém esclarecedora entrevista com Alina Gomes pode ser conferida a seguir:



1- Os empresários de Além Paraíba têm pedido a reabertura do comércio, mesmo diante dos crescentes casos de Covid-19 no município.
Como a Associação Comercial de Além Paraíba tem lidado com essa reivindicação?

R.: A ACE vinha trabalhando em prol de procurar meios de flexibilização do comércio, mas em conjunto e com segurança. Foi realizada uma reunião com diversos setores e, posteriormente, com o HSS e a Unimed (18 de Julho se justificou naquele momento, mas se comprometeu a auxiliar igualmente, conforme o que fosse decidido nesse encontro).
Dessas reuniões, foi elaborado um documento com sugestões e alternativas, que foi protocolado, em ofício, ao Ministério Público e ao Governo Municipal. A busca era a de uma ação em conjunto, por entender a gravidade do momento na saúde, mas também na economia local, que sobrevive basicamente de comércio de serviços. Jamais foi solicitada uma reabertura, mas encontros para que fossem mobilizadas ações conjuntas.

2- A ACE tem feito reuniões para ouvir as demandas do empresariado?

R.: A ACE continua trabalhando internamente, buscando alternativas para o momento empresarial, seja em cursos online para a reinvenção das vendas, seja na busca de créditos para as micro e pequenas empresas e microempreendedores. Em todos os momentos, os colaboradores estiveram e estão disponíveis para informações ao empresariado. Tanto que houve um baixa muito pequena no quadro de associados e a aquisição de 8 novas empresas para esse quadro, que vieram justo pela representatividade da instituição.
Paralelo a isso, buscou trabalhar em conjunto com a FEDERAMINAS, em pesquisas para dados utilizados em proposituras, junto aos Governos Estadual e Federal, de apoio ao setor.
As reuniões dos grupos do programa Empreender têm sido realizadas online, acompanhando as demandas e buscando caminhos para os setores.

3- Quais são as principais queixas dos lojistas?

R.: Sabemos que a maioria dos lojistas já estavam com baixas vendas, mesmo antes da pandemia, mas seus comércios fechados tornaram essa crise ainda maior. No entanto, entendemos que o momento é dessa forma pela PANDEMIA e não pelo FECHAMENTO.
O mais gritante é o recebimento dessas empresas, que trabalha com a maior parte de suas vendas em crediário. Uma das proposituras da ACE era justamente possibilitar, de maneira segura e estudada, a possibilidade do recebimento dessas vendas anteriores.

4- Esse não-retorno às atividades se deve a um decreto municipal que determina o fechamento do comércio não-essencial, em função da pandemia do Coronavírus. Quais foram as pautas já negociadas com o prefeito municipal e quantas vezes vocês já foram recebidos por representantes do Executivo Municipal?

R.: Fomos à Prefeitura em 20 de maio, para sermos informados da adesão ao Minas Consciente e retornamos hoje, 26 de maio, para unir as ações do empresariado com o Governo.

5- Há uma comissão específica da ACE para o enfrentamento da crise econômica? Quem compõe esse grupo?

R.: Temos ouvido a todos os associados. Não há uma comissão estabelecida porque a ACE tem um corpo diretor, que filtra as ações, junto à Presidente.

6- Quais as estratégias que o comércio de Além Paraíba está utilizando para amenizar a crise?

R.: A ACE vem sugerindo e capacitando online para as vendas via whatsapp. Além disso, será criada uma plataforma de vendas, onde será mais fácil fazer a exposição de produtos.
O momento do mundo é de reinvenção e o alemparaibano terá que se render às vendas online. Estamos buscando recursos para isso e capacitando quem tem a intenção de fazê-lo.

7- Surgem algumas denúncias de que alguns lojistas têm aberto seus estabelecimentos comerciais com "meia porta" contrariando as determinações da Prefeitura. Qual a postura da ACE diante desses casos?

R.: A postura da ACE é seguir os Decretos Municipais e instruir os empresários a fazê-lo. Não podemos responder por ações isoladas, nem mesmo repreender. Cabe à fiscalização agir, mas nossa postura é a de buscar caminhos hábeis e não desacatar decretos.

8- Matérias jornalísticas redigidas e publicadas na Internet pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Além Paraíba, na semana que passou, sugerem um clima de animosidade entre a Prefeitura e a ACE AP. O que de fato está havendo e quais as medidas já tomadas para amenizar esse clima adverso?

R.: Olha, não temos como responder a isso. Não há animosidades, o que pode ter havido foi uma falha na comunicação, na primeira reunião, realizada em 20 de maio. Não houve, em nenhum momento má fé da instituição e nem retaliação do Governo. Na reunião de 26 de maio, tudo foi alinhado, para trabalharmos em conjunto.
O que podemos dizer é que desde o início, a ACE buscou trabalhar em conjunto, inclusive solicitando encontros com o Prefeito Municipal, Miguel Belmiro Jr. . Encontro esse, que só ocorreu em 20 de maio, com a presença do Prefeito e de um Assistente Administrativo, Fernando Camargo, onde Miguel se desculpou pelo mal entendido em uma publicação institucional anterior, que afirmava que a ACE não havia tentado uma reunião anteriormente e pela demora no retorno do ofício, enviado pela instituição.
Miguel e Fernando disseram à ACEAP que o Município aderiu ao Minas Consciente e estavam analisando quais CNPJs podem funcionar, na etapa em que estamos do programa. Será redigido e publicado um decreto com as regras do programa. O Prefeito informou ainda que fez uma parceria com a UNIMED e 18 Julho, que doaram dois respiradores para o HSS, mas que ainda não tem data de entrega desse equipamento, e que o setor de compras da Prefeitura esta empenhado na compra de mais respiradores, em parceria com o HSS, que manda as especificações corretas, evitando que se faça uma compra errada, nesse momento.
Na ocasião, a ACE recebeu do Prefeito uma notificação, e as recomendações para o funcionamento, que o próprio Governo vai passar aos empresários.
No dia 26 de maio, retornamos à Prefeitura e fomos normalmente recebidos pelo Prefeito, sem nenhuma animosidade, muito ao contrário, com quem conversamos sobre a união de forças nessa luta, conforme carta em anexo, por todos nós assinada.

9- Nem todo o empresariado além-paraibano tem o seu comércio filiado à Associação. Diante desta situação do decreto de quarentena, passou a haver uma maior conscientização a respeito da importância de união da classe?

R.: Conforme dissemos acima, a ACE associou 8 empresas, desde o início da pandemia, o que demonstra a representatividade da instituição.
É importante que a ACE representa e trabalha pelo empresariado em capacitações e representações, oferecendo diversos serviços para o desenvolvimento.

11- Caso a quarentena se estenda por mais algum tempo, quais as estratégias a serem utilizadas para salvar o comércio local?
R.: O problema é mundial e não local, mas sabemos que por depender basicamente do comércio e serviços, nossa cidade tende a sofrer mais.
A ACE enxerga como caminho a adaptação ao mundo online e a reinvenção das empresas, nesse sentido, e estamos aqui para ajudar.
Também podemos citar a possibilidade de créditos para salvaguardar as empresas, nesse momento. Somos representantes do BDMG em Além Paraíba e já conseguimos liberar crédito, nessa pandemia.

12- A Associação Comercial de Além Paraíba tem respaldado suas ações com o apoio de alguma outra instituição do setor em nível estadual ou federal?

R.: Somos totalmente ligados À FEDERAMINAS e aliados às suas ações, como já citado acima. Além da CACB.
A ACEAP tem grande representatividade em Minas Gerais, participando ativamente das ações da Federação. Nossa Presidente, Rosa Helena hoje ocupa, inclusive, o cargo de Vice Presidente da Federaminas.
O trabalho que a ACE desenvolve já recebeu diversas menções e até premiações, em âmbito Estadual e Federal. Somos diversas vezes convidados a apresentar o trabalho da instituição, como 'case' de sucesso, em eventos da FEDERAMINAS e da própria CACB.

13- Está havendo, por parte do empresariado, busca de apoio via empréstimos através de instituições bancárias?

R.: Sim. E já conseguimos liberar, pelo BDMG.

14- Como gerente da ACE AP, vc percebe alguma mudança nas relações trabalhistas neste momento, em nível local? Como isso está se processando?

R.: O Home Office é algo que vem sendo mais utilizado, nas funções em que se faz possível. Isso já é algo utilizado no mundo inteiro, a que o empresário alem-paraibano está se adaptando nesse momento. É uma mudança a ser observada.

15- Já é possível perceber alguma onda de desemprego local? Quais indicadores?

R.: Na reunião que realizamos na ACE, com algumas instituições e já divulgada anteriormente, dois contadores – Wanda Morais e Ralfe Souza - mostraram dados de aumento nas demissões e alertaram, inclusive, para a dificuldade que algumas empresas terão até para fazer suas rescisões de trabalho.
No momento, a ACE está realizando uma pesquisa com TODOS os contadores locais, para quantificar melhor essa situação.

16- A Associação Comercial já tem pensado em estratégias futuras para a recuperação do comércio local no pós-pandemia? Poderia exemplificar?

R.: Como já respondido anteriormente, estamos investindo na capacitação do empresariado para esse novo momento e trabalhando na instauração de uma plataforma online, que será divulgada no momento oportuno.

17- Qual a lição que esse momento vai deixar para a classe empresarial?

R.: Acreditamos que a maior lição será a de que sem se reinventar não há empresa, instituição ou profissional que sobreviva, A capacitação e a inovação salvarão as empresas e se adequar a ela é a grande lição, do meio empresarial.

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'Com diálogo e a ajuda do Legislativo, do Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas vamos encontrar uma forma mais justa, repartindo igualmente o pão',  Romeu Zema, empresário e Governador de Minas Gerais

"Passamos por um momento que pede união"

Natural de Araxá, Romeu Zema, 54 anos, é pai de dois filhos. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (SP), iniciou sua trajetória profissional bem cedo, aos 11 anos, seguindo os passos do pai. Foi cobrador, frentista, balconista, estoquista, caixa, comprador, vendedor, analista de marketing, analista comercial e gerente. Em 1991, assumiu o controle das Lojas Zema e foi responsável pelo expressivo desenvolvimento que levou a rede varejista de apenas quatro unidades em Minas Gerias para 430 lojas em vários estados. Apaixonado por gestão e desenvolvimento de pessoas, incentivou práticas que refletem na presença do Grupo Zema no ranking das "Melhores Empresas para se Trabalhar" há 15 anos, de acordo com pesquisas do Instituto Great Place to Work. Romeu Zema foi ainda membro do Conselho do Grupo Zema, composto por empresas que operam em cinco ramos: varejo de eletrodomésticos e móveis, distribuição de combustível, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças, empregando mais de 5 mil trabalhadores diretos e 1.500 indiretos. Em 2018, Romeu Zema decidiu enfrentar um novo desafio: candidatar-se ao Governo de Minas Gerais, por acreditar que com a experiência de gestor na iniciativa privada teria muito a contribuir na administração pública. De candidato praticamente desconhecido, Zema foi eleito com 72% dos votos, quando fez campanha sem uso de fundo partidário ou eleitoral. Ao assumir o cargo de governador, Zema deparou-se com uma situação ainda pior do que a esperada no quesito contas públicas: despesas herdadas da administração anterior e não pagas da ordem de R$34,5 bilhões e um orçamento deficitário em R$15,1 bilhões em 2019 e, previsão de déficit para este ano, em função das perdas de arrecadação de impostos, de R$20bilhões. Com determinação, empenho e criatividade Romeu Zema vem enfrentando o caos financeiro do Estado, tomando medidas austeras e inovadoras para recolocar Minas Gerais nos trilhos, como a criação do COSUD - Consórcio de Integração Sul e Sudeste, no qual os sete Estados das duas regiões debatem pautas conjuntas entre as federações, que hoje somam o maior Produto Interno Bruto (PIB) do país. Foi responsável, em 2019, pela atração recorde em protocolos de intenção para a ampliação ou instalação de investimentos e empresas no Estado, no valor de R$55,9 bilhões. E, neste ano, já atraiu, mesmo com todo o cenário de retração econômica, mais de R$4 bilhões em investimentos e perspectiva de geração de mais de 2,3 mil empregos diretos.

 

Segue, na íntegra, a entrevista exclusiva para a "Rede de Notícias do Sindijori MG":

                 

P - Governador, não é novidade que o Estado de Minas Gerais vive uma de suas piores crises financeiras, agora muito agravada pela pandemia da covid-19. O senhor conclamou os demais poderes do Estado, Legislativo e Judiciário, para compartilhar as consequências nefastas do momento. O que o levou a tanto?

Zema - A necessidade de compartilhar a responsabilidade com todos os Poderes em Minas Gerais me levou a isso. Porque não é justo que apenas um arque com as consequências desse cenário caótico, que se deteriorou ainda mais com a pandemia do coronavírus. Nós vamos ter que achar uma forma de dividir três pães para cinco pessoas, porque hoje, do jeito que está, três recebem e dois morrem de fome. Com diálogo e a ajuda do Legislativo, do Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas vamos encontrar uma forma mais justa, repartindo igualmente o pão entre as cinco pessoas. Vale lembrar que só conseguimos fechar as contas do Estado, em abril, devido ao recebimento extraordinário de R$782 milhões de um crédito do antigo Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge). E, neste mês, conseguimos fechar as contas, inclusive o repasse dos duodécimos e o pagamento do 13º do restante do funcionalismo, devido a um depósito feito no dia 20 de maio, pela empresa Vale, no valor de R$1 bilhão, referente a indenizações pela tragédia de Brumadinho.

P - O senhor não teme retaliações por parte da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça e, principalmente, do Ministério Público, decorrentes de sua atitude de chamá-los à responsabilidade?

Zema - De maneira alguma. Os Poderes em Minas Gerais estão alinhados para atravessar esse momento de crise com o objetivo de salvar vidas. Na quinta-feira, 21, fizemos uma reunião no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) com os representantes do Legislativo, do Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas para mostrar a complicada situação financeira que já atravessávamos e que piorou muito por causa da pandemia. Posso afirmar que existe um alinhamento concreto no nosso Estado.

P - A que o senhor reputa o fato de até o presente momento o Palácio do Governo não contar com base sólida no parlamento estadual? É também em razão de sua coragem de não lotear o governo com os políticos e seus indicados?

Zema - O partido pelo qual fui eleito, o Novo, é muito recente na política. Conseguimos, por exemplo, eleger três deputados: o Bartô, o Guilherme da Cunha e a Laura Serrano. O secretário de Governo Igor Eto, também, tem feito um ótimo trabalho na Assembleia e a tendência é a de que esse relacionamento fique melhor a cada dia.

P - O senhor é antes de tudo um comerciante, um homem de negócios. Como o senhor avalia o desprezo de alguns de seus colegas governadores, mas também de muitos prefeitos de Minas Gerais, com a manutenção de empregos e renda da população determinando fechamentos, isolamentos e confinamentos com objetivos exclusivamente políticos de desestabilizar o Presidente Jair Bolsonaro?

Zema - Eu estou como governador de um estado que precisa muito do meu trabalho, das soluções que a minha gestão desenvolve e implementa. Não cabe a mim criticar o governo federal, outros governadores ou os prefeitos, que têm autonomia para conduzir a situação em suas regiões. Passamos por um momento que pede união, sensatez, serenidade e muito trabalho. Quem quiser trabalhar por Minas Gerais e pelo nosso povo, sempre será meu aliado. Aqui, lançamos o programa Minas Consciente, que proporciona ao prefeito uma abertura segura e gradual das atividades econômicas. Lembro aqui que Minas é o segundo Estado com menor letalidade por covid no país. Lamento muito as mortes. Mas temos tomado medidas eficazes, que nos proporcionam o lançamento de protocolos sanitários que vão orientar os prefeitos na decisão de reabrir.

P - Em geral, os ardorosos defensores dos isolamentos completos e confinamentos, além dos políticos adversários do Presidente da República, são os servidores públicos, principalmente os do Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. Seria isso justamente porque têm seus salários garantidos e estabilidade nos seus empregos?

Zema - Eu creio que, neste momento, precisamos tomar todas as medidas para preservar a vida humana. É necessário, também, criarmos soluções para que a crise financeira não afete tanto a vida dos mineiros, porque sabemos que irá. Por isso, criamos o programa Minas Consciente, que analisa semanalmente a evolução da doença nas 14 macrorregiões de Saúde de Minas e orienta os municípios sobre a retomada das atividades econômicas do jeito certo e seguro. De forma responsável, seguindo protocolos sanitários desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Saúde, o objetivo é retomar a economia gradualmente. Quanto aos servidores públicos do Judiciário, não tenho como falar se são contra ou a favor do isolamento.

P - O senhor venceu as eleições com uma agenda de austeridade fiscal, amplas privatizações de empresas estatais e eliminação de cabides de emprego. Para quando o povo de Minas Gerais pode esperar o cumprimento destes compromissos de campanha?

Zema - Desde que assumi o mandato como governador, temos trabalhado dessa forma. Reduzi, por exemplo, de 21 para 12 o número de secretarias, cortei cargos e gastos desnecessários. Os aviões de uso exclusivo do governador é outro bom exemplo. Além de vender aeronaves, destinei as da frota atual para o transporte de órgãos. Só no ano passado tivemos um crescimento de 42% no número de transplantes, o que rendeu a Minas um prêmio nacional do Ministério da Saúde. Já a privatização de empresas, precisamos aguardar essa crise mundial por causa do coronavírus passar. Neste momento, ninguém tem dinheiro para grandes investimentos. Mas no início do mês passado, eu fui a Brasília e ofereci ao presidente Bolsonaro a compra dos royalties do nióbio para equilibrar as contas de Minas. Creio que precisamos aguardar.

P - Seus antecessores, do PT e do PSDB, Fernando Pimentel, Antonio Anastasia e Aécio Neves, dedicaram seus governos a pilhar o Estado, inchar a máquina pública e comprometer as finanças públicas com dívidas e obras faraônicas. Como pode ser resumido o jeito NOVO de governar, discurso que lhe deu vitória nas Eleições 2018?

Zema - O jeito novo de governar é com muito trabalho e é isso que estamos fazendo. Neste momento, temos um inimigo invisível a ser vencido, o coronavírus, e precisamos que todos estejam unidos contra ele.

P - O senhor é cobrado pelos servidores da Educação, que reivindicam sempre melhorias nos salários. Sobre este assunto o que tem a dizer?

Zema - O Estado enfrenta a mais severa crise fiscal da sua história. Temos feitos todos os esforços possíveis para conseguir pagar o funcionalismo. Eu gostaria muito de dar aumento para os professores e todas outras categorias. Mas, infelizmente a realidade não permite. Inclusive, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, na quinta-feira, 21, foi acertado que ele sancionaria o Projeto de Lei Complementar 149/2019, em que congela por 18 meses o aumento de salário dos servidores públicos. Os fatos são esses: Minas está quebrada. Temos que reestruturar o Estado.

P - As universidades públicas de todo país estão paralisadas. Mas, alunos e até mesmo alguns professores estão cobrando o retorno das aulas da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), instituição que tem vários campi. Mesmo que em sistema EAD, o que estes mais de 21 mil alunos podem esperar?

Zema - Estamos fazendo o possível para não prejudicar o ano letivo, seja para o ensino fundamental, médio ou superior. Criamos o Regime de Estudo não Presencial nas escolas públicas de Minas e o projeto tem tido boa repercussão. Só no primeiro dia, mais de 700 mil pessoas acompanharam a teleaula.  Já para a Uemg, as aulas ainda estão suspensas, mas alunos, professores e servidores estão desenvolvendo diversas atividades.

P - Como várias cidades mineiras ficam nas divisas com outros estados onde a proliferação do coronavírus é maior, como é o caso da Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, o Estado não deveria dar uma atenção especial, como barreiras, para dar mais proteção à população?

Zema - Minas Gerais é um dos Estados que agiu preventivamente para o enfrentamento à covid-19. Compramos equipamento de proteção individual (EPI), construímos o Hospital de Campanha mais barato do país, investimos em mais 1047 respiradores, totalizando 4654. Recuperamos, do interior do Estado, para manutenção, 428 aparelhos e 85 já estão sendo enviados para os locais de origem para o combate ao coronavírus. Também estamos em primeiro lugar no ranking de transparência de informações da covid-19. As medidas de isolamento social e de distanciamento adotadas pelo Estado, um dos primeiros do país a agir contra o aumento do contágio da doença, fizeram com que Minas Gerais apresentasse um dos menores indicadores de letalidade do país. O Estado apresenta a 2ª menor taxa de óbitos por 100.000 habitantes, considerando o país como um todo. Hoje, 22, por exemplo, a taxa de ocupação de leitos no Estado é de quase 70%, sendo 7,28% para leitos de UTI destinados a pacientes infectados. Ainda trabalhamos preventivamente. E temos ainda o Hospital de Campanha com 768 leitos (740 de enfermaria e 28 de estabilização). Também fizemos uma parceria com o Mater Dei Betim para mais 58 vagas de UTI. O que tivermos de fazer para o enfrentamento a essa doença, não mediremos esforços.

P - Com o pagamento do 13º sendo liberado com seis meses de atraso, como o governo está se planejando para pagar as dívidas mais recentes?

Zema - Temos recursos para receber do governo federal, mas são insuficientes para cobrir o rombo que teremos que, só neste mês, deve chegar a R$2 bilhões. Os recursos da União devem ser depositados em quatro parcelas: junho, julho, agosto e setembro, no valor de R$748 milhões cada. Os valores ainda não têm data certa para chegar aos nossos cofres. Algumas ações como o acordo fechado com os Poderes, referente ao repasse dos duodécimos, já é uma medida bastante positiva. A nossa expectativa é, gradualmente, retomar a economia de forma consciente e responsável em todas as regiões de Minas Gerais. Dessa forma, vamos conseguir diminuir os efeitos dessa crise, porque vai passar. É importante falar também que antes dessa pandemia o servidor já tinha previsão de data para recebimento do salário, ao contrário do que acontecia na gestão anterior. Contamos com o apoio da Assembleia de Minas para aprovar a Reforma da Previdência de Minas, que é de extrema importância para o ajuste fiscal. Para se ter ideia da gravidade da crise que passamos, entre os anos 2014 e 2018, as despesas cresceram 36,4% e as receitas, 25,1%.

P - Minas conseguiu comprar respiradores por um preço baixo em comparação aos outros estados. Existe previsão de novos investimentos em equipamentos importantes para o enfrentamento da covid-19?

Zema - Realmente. Conseguimos comprar 1.047 respiradores por um preço médio bem abaixo do obtido por outros estados. E vale lembrar que não gastamos nem um centavo para comprá-los. Pedimos à Justiça que as empresas Samarco e Vale arcassem com a despesa. Com autorização judicial, conseguimos efetivar a compra. Por isso, Minas tem caminhado bem no enfrentamento à covid. Gostaria de ressaltar que nosso esforço soma-se a compreensão dos mineiros. Vamos ter paciência. Dias melhores virão.

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