
O Coletivo Cultural Gente Arteira, do município do Carmo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, foi reconhecido com o Prêmio Heloneida Studart de Cultura, concedido pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) por meio da Comissão de Cultura. Considerada uma das mais importantes premiações culturais do estado, a honraria destaca projetos e agentes que fortalecem a cultura fluminense, ampliam o acesso à arte e transformam seus territórios de atuação.

Entre mais de 700 projetos inscritos, o Gente Arteira está entre os 120 selecionados, evidenciando a relevância e a força do trabalho realizado pelo coletivo. Com 13 anos de atividades contínuas, o grupo tornou-se referência em formação cultural, inclusão social e democratização da arte, mantendo suas atividades mesmo sem recursos próprios ou subvenções fixas, contando com a participação em editais públicos e o esforço de sua equipe.
O coletivo oferece oficinas gratuitas de música, danças populares e urbanas, capoeira, teatro, balé, banda-fanfarra, bateria, teclado e violão, atendendo crianças, jovens, adultos e idosos. Também mantém uma Escola de Samba Mirim, que valoriza tradições, desenvolve habilidades artísticas e estimula a participação comunitária.
Além disso, o Gente Arteira administra a Biblioteca Comunitária Cultural Evaldo Pontes, voltada especialmente para jovens leitores, e promove o Cine Intentando, cinema itinerante que leva sessões a bairros, comunidades e instituições que atendem idosos, ampliando o acesso cultural no município.
O coletivo ainda atua como produtor cultural, promovendo eventos que movimentam a agenda local, como FanCarmo, Batalha do Passinho, Festival de Folia – Hoje é Dia de Santos Reis, Arraiá São João na Praça e o projeto Consciência Negra Deu Samba, entre outros.
Para o Gente Arteira, receber o Prêmio Heloneida Studart representa reconhecimento pelo trabalho comunitário, resistência e transformação social promovidos ao longo de mais de uma década. A honraria reforça o compromisso do coletivo com a cultura e serve como incentivo para ampliar ainda mais o acesso à arte de forma plural, gratuita e inclusiva.