
O antigo complexo da Usina Maurício, em Piacatuba, distrito de Leopoldina — a 101 quilômetros de Juiz de Fora —, foi revitalizado e passou a abrigar o Museu-Parque Usina Maurício, espaço voltado à preservação da história da eletrificação na Zona da Mata e à promoção de atividades culturais, educativas e ambientais. Inaugurada em 1908, a usina é considerada um marco da geração de energia elétrica na região.
Instalado em uma área de Mata Atlântica preservada, o equipamento cultural reúne memória industrial, ações de educação ambiental e experiências de visitação em meio à natureza. A proposta é apresentar ao público a trajetória da energia elétrica no interior do país e, ao mesmo tempo, estimular reflexões sobre sustentabilidade, inovação e desenvolvimento regional.
O Museu-Parque é mantido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho, com patrocínio do Grupo Energisa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e execução da Santa Rosa Bureau Cultural. O projeto foi criado para preservar o patrimônio ligado à antiga usina e ampliar o acesso da população à história da energia e da formação econômica da região.
A construção da Usina Maurício começou em 1905, em um período em que a eletrificação ainda avançava de forma lenta no interior do Brasil. Para tornar o empreendimento possível, foi necessária a criação de um ramal ferroviário específico para o transporte de equipamentos importados, entre eles turbinas e geradores. Três anos depois, a inauguração da estrutura representou um passo importante para o fornecimento de energia a cidades da Zona da Mata, com impacto sobre o crescimento urbano e as atividades econômicas.
O que fazer na Usina Maurício
Após a revitalização, o espaço preserva elementos originais do antigo complexo industrial. No Galpão da Usina, o público pode conhecer o maquinário histórico e acompanhar a narrativa sobre o funcionamento da hidrelétrica por meio de recursos expositivos contemporâneos, como ambientações sonoras. A proposta também resgata a atuação dos trabalhadores envolvidos na construção e na operação da usina, destacando a contribuição desses profissionais para a expansão da energia elétrica no interior do país.
Além do acervo industrial, o Museu-Parque oferece trilhas ecológicas, passarelas elevadas e áreas de contemplação inseridas em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) com cerca de 327 hectares. A estrutura busca integrar história e natureza, ampliando a experiência dos visitantes e consolidando o local como espaço de aprendizagem.
A programação de mediação cultural e educativa foi pensada para atender diferentes públicos, com atividades voltadas a estudantes, pesquisadores e grupos interessados em temas como energia, meio ambiente, geografia, história, ciência, tecnologia e literatura. A proposta é permitir que os visitantes compreendam não apenas como a energia é produzida, mas também como ela influenciou a transformação das cidades e os desafios ligados ao futuro energético e ambiental.
Segundo a gerente de Investimento Social do Grupo Energisa, Delânia Cavalcante, o projeto amplia as possibilidades de pesquisa, educação e produção cultural na região. “Investir na revitalização da Usina Maurício é criar um espaço que amplia as possibilidades de pesquisa, educação e produção cultural na região. O Museu-Parque permite que estudantes, pesquisadores e visitantes tenham contato com a história da energia ao mesmo tempo em que exploram temas como sustentabilidade, inovação e preservação ambiental. É um ambiente que conecta memória, conhecimento e novas oportunidades de aprendizado para diferentes gerações”, afirma.
Visitação
O Museu-Parque oferece três modalidades de visitação. A visita espontânea permite conhecer o espaço livremente. Já a visita guiada tradicional conta com mediação sobre a história da usina, o processo de geração de energia e os conteúdos expositivos. Também há visitas guiadas para instituições, especialmente voltadas a escolas, universidades e grupos organizados, com atividades adaptadas a cada perfil. O agendamento é gratuito e deve ser feito de forma online pelo site da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.
O funcionamento ocorre de quarta-feira a sábado, das 8h30 às 17h, e aos domingos, das 8h30 às 14h. Informações também podem ser obtidas pelo e-mail [email protected]